Maternidade é maternidade, não interessa se a mãe gerou ou não o filho, o importante é o amor, esse laço indestrutível criado entre a criança e sua mãe. Não são raros os relatos de mães adotivas, que puderam amamentar seus filhos, até mesmos algumas avós, num ato de compaixão e ternura, ao ver seus neto chorarem, os colocam no peito, e conseguem amamentá-los. Claro, alguns casos ocorrem de maneira natural, mas hoje já é possível estimular esse processo, tornando possível que a mãe adotiva possa amamentar, oferecendo saúde, carinho e afeto ao seu bebê.

Se você está se preparando para receber seu bebê, mesmo que ele não sido gerado por você, e não quer perder nem um momento da maternidade, podendo protegê-lo oferecendo toda a saúde que aleitamento materno oferece, saiba que:
- Se vai adotar uma criança e deseja amamentá-la, informe isso ao seu médico.
- Alguma procedimentos serão necessários, massagens nos seios, tome sol com eles descobertos (fora dos horários de sol intenso) para preparar as auréolas, informe-se sobre os aparelhos que fazem o bombeamento das mamas com foco na estimulação.
- Com orientação médica, há a possibilidade de usar medicações que estimulem a produção de prolactina, hormônio do leite materno.
- Procure um banco de aleitamento materno, os profissionais tem bastante informação sobre o assunto já que trabalham com esse tipo de estimulação.
- Talvez, no início da amamentação, o bebê precise de complementação na alimentação, uma boa alternativa para isso é utilizar uma sonda, bem fininha. coloque uma ponta da sonda em um copo (com a complementação alimentar), e a outra próxima ao bico do seio que for usar para amamentar, assim, ao mesmo tempo que o bebê suga o peito, recebe o leite complementar do copo. Com o passar do tempo e estímulo frequente, o bebê passará a beber menos do copo e mais do seio materno.
Mãezinha do coração, se você não tiver sucesso nessa empreitada, não se preocupe, 44% das mães que geraram seus filhos, também não conseguem amamentar seus filhos então nada de se sentir menos mãe por isso, é normal, comum… acontece.

Verdades e mentiras sobre a amamentação:
A amamentação protege o bebê
- Verdadeiro. O leite materno é rico em calorias e proteínas, assim como em anticorpos essenciais ao crescimento. Ao amamentar, a mãe garante ao filho recém-nascido o atendimento de necessidades nutricionais e imunológicas, além de um estreito contato físico em que ele ganha segurança emocional e afetiva.
Certas mulheres têm leite forte, outras têm leite fraco
- Falso. Todas as mulheres têm o leite nas mesmas condições. Um estudo publicado em 1985, que compara o leite de mulheres bem-nutridas com o de outras em diferentes graus de desnutrição, concluiu que havia igualdade calórica. A única diferença qualitativa dependia de alguns componentes: quanto mais desnutrida a mulher, mais pobre em proteína era seu leite, o que a natureza compensava com o aumento de gordura. O estudo também concluiu que, por uma ação orgânica natural, a presença do cálcio no leite era a mesma, embora algumas mulheres corressem o risco de apresentar osteoporose.
Toda mulher pode amamentar
- Verdadeiro. Desde que ela tenha as mamas em perfeito estado. Em casos de cirurgias por problemas de saúde, como o câncer de mama, ou devido a traumas e plásticas que penetram um pouco mais no tecido mamário, o seio pode produzir menor quantidade de leite, ocorrendo certas dificuldades para a amamentação.
Quando a nutriz toma muito líquido, seu leite enfraquece
- Falso. A falta de líquidos no organismo materno é uma das causas mais freqüentes de perda de peso do bebê amamentado. Corrigindo essa falha, consegue-se reverter facilmente um quadro negativo. Por isso, é fundamental que toda nutriz tome, diariamente, de 3 a 4 litros de líquidos em geral.
A natureza prepara os seios para a amamentação
- Verdadeiro. Mas a pressão constante da boca do neném nos mamilos da mãe pode provocar rachaduras. Por isso, desde a gestação, vale ajudar essa preparação, com o uso do sutiã especial para a amamentação, sem a cobertura da frente – o que possibilita o atrito direto do seio com o tecido da roupa. Isso estimula a fabricação da queratina, uma película protetora da pele.
O leite materno é o bastante para a criança depois de um ano de vida
- Falso. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o bebê deve ser alimentado exclusivamente com leite materno pelo menos até os seis meses. A partir daí, é conveniente iniciar, pouco a pouco, um tipo de dieta não-láctea, na qual se incluam outros elementos nutritivos, que auxiliem no crescimento e aumento de peso da criança.
Toda mulher que amamenta fica com os seios flácidos
- Falso. A flacidez do seio volumoso pode ocorrer em qualquer fase da vida, se a mulher não usar uma sustentação adequada. Na gestação, as mamas se preparam para a lactação e aumentam de volume, pesam e tendem a cair. Por isso, a futura mãe deve usar sutiã e cremes hidratantes especiais contra fiacidez e estrias. Nos intervalos da amamentação, deve conservar os seios sempre bem elevados, com a ajuda de um sutiã comum.
Há bebês que rejeitam o seio materno
- Falso. Muitas mulheres se queixam de que os filhinhos recém-nascidos olham para seu rosto e não sugam o leite do seu peito. Mas, além da falta de tempo para amamentar ou da eventual falta de apetite do bebê, elas mantêm a criança quase imobilizada, bracinhos presos em mantas ao longo do corpo. Ao mamar, o bebê precisa de ambiente e tempo suficientes para a intimidade com a mãe. E é importante que, embora protegido, tenha os braços e pernas livres, para tocá-la à vontade.
O bico do seio não deve ser limpo depois da amamentação
- Verdadeiro. O leite materno é cicatrizante e protetor. Por isso, deve secar no mamilo após a amamentação. A nutriz só deve limpar o seio imediatamente antes de amamentar, com um algodão ou gaze embebidos em água pura. Nada de substâncias como água boricada ou bicarbonatada, que levam ao ressecamento da pele e às rachaduras do mamilo.
O leite de certas mulheres seca.
- Verdadeiro. Mas raramente. E isso só acontece por choques emocionais graves, como a perda de um parente próximo ou outro tipo de trauma, ou ainda em situações de doenças orgânicas graves, como o câncer, especialmente
A nutriz pode fazer o leite voltar
- Verdadeiro. Mas não é simples e exige paciência e persistência para estimular o bebê a fazer a sucção nos mamilos. Enquanto a criança suga o peito da mãe, injeta-se leite, gota a gota, a cada mamada que ela der, com uma delicada sonda colocada no canto de sua boquinha. Aos poucos, com o aparecimento do leite natural, essa sonda será dispensável.
A mãe adotiva pode fabricar leite
- Verdadeiro. Experiências demonstram que a sucção do bebê pode ajudar uma mãe adotiva a fabricar leite e amamentar um filho que não foi gerado em seu corpo. Paciência e alguns medicamentos para estimular a produção do hormônio chamado prolactina, responsável pela fabricação do leite materno, também ajudam muito.
Certos problemas físicos tiram a vontade de amamentar
- Verdadeiro. E quase sempre se relacionam com a dor. Ela costuma ser causada por fissura nos mamilos, infecções na boca do nenê (como o sapinho, que pode causar micoses ou fissuras) ou pela dificuldade de o bebê consumir o excesso de leite materno (que gera o chamado encaroçamento e até a mastite – ou inflamação na mama).
A mulher com o seio inflamado não deve amamentar
- Falso. Não é conveniente interromper a amamentação devido à dor ou a uma inflamação no seio, mesmo com sinais de sangue ou outras secreções: o suco gástrico combate plenamente todas as bactérias, em geral muito fracas, que passam por essa região.
É importante amamentar nos dois seios
- Verdadeiro. Para evitar alguns dos problemas já mencionados, as duas mamas devem ser estimuladas a cada mamada. Os bebês tendem a se acomodar só num seio, mas é preciso acostumá-los a trocar de lado.
A criança que mama no seio é mais saudável
- Verdadeiro. Quanto mais próxima de situações de infecção, mais protegida está a criança amamentada no seio -na mesma proporção do contato da mãe com agentes infecciosos. Mas, em condições normais, e cumpridas todas as exigências de higiene e saúde tradicionalmente recomendadas pelos pediatras, além de carinho e atenção maternos, a criança alimentada por mamadeira pode ser igualmente saudável.
A criança amamentada herda a defesa das mães
- Verdadeiro. Mas essa imunidade só prevalece enquanto dura a lactação. Depois, é necessário que a criança crie suas próprias defesas, em contato com o meio ambiente e especialmente através da vacinação.
A mãe com AIDS não deve amamentar o filho
- Verdadeiro. A não ser em casos extremos, em que não haja outro tipo de alimento. O bebê que nasce da mãe aidética tem 80 por cento de chancas de não estar contaminado pela doença, o que, no entanto, pode acontecer através do leite materno.
Mulheres que tiveram partos múltiplos não têm leite suficiente para os bebês
- Falso. Pode ser, apenas, mais cansativo. A única exigência é a de que elas tomem mais líquidos do que o habitualmente recomendado.
O leite materno pode ser congelado
- Verdadeiro. E, quando a nutriz volta a trabalhar, é uma medida válida. O leite pode ser aquecido em banho-maria ou em microondas, mas recomenda-se que só seja dado à criança com o uso de colherinha. Dessa forma, sua boca não estará em contato com bicos de mamadeira, que exigem menos sucção e podem tirar o interesse do lactente pelo seio materno.
A mulher que está amamentando não pode ter relações sexuais
- Falgo. Ela pode ter relações sexuais e o marido tocar e beijar seus seios. Antes de amamentar, no entanto, é recomendável que os mamilos estejam em perfeitas condições de higiene.
É preciso evitar certos medicamentos durante a amamentação
- Verdadeiro. Embora a maioria deles não interfira, há restrições para os sedativos, os anticonvulsivantes, os antineoplásicos, os antitireoidianos, os radioativos. Os antibióticos, com raríssimas exceções, não têm contra-indicação.
Para que o bebê consiga sugar o leite com maior facilidade, evitando desconfortos para a mãe, recomenda-se a realização de massagens da seguinte forma:
A partir do 2º trimestre de gravidez, durante o banho esticar com os dedos indicadores o mamilo na horizontal e na vertical de 5 a 10 vezes.


A partir do 3º trimestre de gravidez, torcer o mamilo delicadamente de um lado para o outro, alternando o movimento. Indica-se realizar esse exercício várias vezes ao dia.
